Poli- 40 anos de educação
Sua história
27 de novembro de 1971, publicação da Portaria de Criação da Escola Polivalente de São Sebastião do Passé, inaugurada pelo Governo do Estado da Bahia em 29/10/1971.
Sua criação deve-se à implantação da Lei 5692/71 que propunha uma escola que desse ao aluno visão para o trabalho, daí denominar-se Polivalente, nos moldes da escola americana: suas salas são todas abertas por janelas com vidros, pois na época da ditadura não se permitiam reuniões secretas. Todas as unidades fundadas na época recebiam o nome do bairro e/ou cidade onde se localizavam somadas à denominação Polivalente, que significa vários valores.
Até 1986, denomina-se escola, pois oferecia apenas o Ensino Fundamental (5ª à 8ª) e suporte pedagógico a quatro escolas de 1ª à 4ª série (escolas tributárias)- Doze de Outubro, Frederico Costa, Julieta Pontes Viana e Rômulo Galvão. Neste mesmo ano, com a criação do curso Técnico em Contabilidade, passou a denominar-se Colégio Polivalente de São Sebastião do Passé.
As primeiras turmas da Escola Polivalente vieram transferidas do Colégio Municipal Dr. João Paim (conveniado com o governo estadual) e os alunos oriundos das escolas primárias (1ª à 5ª série). Quem havia cursado já a 5ª série ingressava na 6ª e não na 1ª série ginasial como antes. Os concluintes de 4ª série ingressavam na série seguinte sem o exame admissional.
Vale lembrar que a Lei 5692/71 criou o Ensino Fundamental ( 1ª à 8ª), cessando a divisão primário e ginásio.
Nas escolas Polivalente, eram desenvolvidas oficinas de Educação para o Lar, Técnicas Agrícolas, Artes Visuais, Artes Industriais e Técnicas Comerciais para os alunos de 5ª e 6ª e os alunos de 7ª e 8ª optavam por duas delas. Nessas oficinas, o aluno, três vezes por semana, ficava dois turnos na escola.
A criação da Escola Polivalente em São Sebastião do Passé representou uma grande novidade. Primeiro foi o vestibular a que a maioria dos professores se submeteu e apenas cinco daqui foram aprovados: Dr Pedro Gomes – Português; Profa. Vartelina Tomaz Moreira – Inglês; Profa. Angélica Querubina Garcez Santos- Educação para o Lar; Profa. Maria Célia da Silva Ribeiro – Artes Industriais; Profa. Nadir Conceição Santana Carteado- Português. O curso oferecido aos professores foi um convênio MEC/PREMEN/UFBA, cuja formação era licenciatura curta. A maioria completou posteriormente.
A cidade viveu um rebuliço com a chegada de tanta gente de fora. Um corre-corre para hospedagem, aluguel de carro para ida e volta dos que assim preferiam, mudança de outros para a cidade com a família e os solteiros ficavam em “repúblicas”. A casa da professora Stelita Rosa foi uma delas e uma só de mulheres.
No decorrer do tempo, muita coisa mudou. As transformações ocorreram por falta de manutenção das oficinas(4) e os prefeitos tornavam-nas em salas de aula comuns. O maquinário virou sucata, o que fez o professor Lorival Gomes chorar ao ver o equipamento do laboratório ( importado) no lixo e sem recuperação.
A partir da década de 90, os poderes públicos começaram a pensar na Educação. Surgiu a merenda escolar, comprada e feita na própria unidade escolar, com contrato de recursos humanos e aquisição de insumos. Também os recursos do FAED – Fundo de Assistência ao Educando, e o PDDE – Programa Dinheiro Direto na Escola nos permitem suprir as necessidades. Os dirigentes são selecionados através de concurso, avaliados periodicamente e participam de cursos. Os professores também participam de capacitação.
Em 03 de julho de 1999, o nome da unidade escolar foi alterado para Colégio Polivalente Monsenhor Luiz Ferreira de Brito, uma homenagem ao Mestre e Pastor Padre Brito, professor da grande maioria de professores dessa unidade escolar e dos munícipes sebastianenses. Com a mudança do nome, mudou o fardamento escolar. Antes, branca com detalhes vermelho na gola e na manga e listras horizontais, vermelho e azul, no tórax.
As mudanças, naturalmente, continuaram existindo como exige a ordem natural da vida. Os ideais de educação, sociedade e trabalho impeliam transformações necessárias ou não ao progresso. Muda-se o pensamento político. Mudam-se os comportamentos. Permanecem os princípios e os valores.
Nessa Unidade escolar não foi diferente. O Colégio Polivalente sofreu as mudanças e cresceu com elas. Perdas. Ganhos. Percurso natural de quem vive intensamente. Aumentou-se o número de salas para abrigar os estudantes durante um tempo e a necessidade de reestruturar a rede física tornou-se fremente na redução desse número.
A modalidade de ensino ofertada, inicialmente, Ensino fundamental. Em 1986, somou-se a esse o ensino de 2º grau, voltado para o trabalho – pensamento de uma época. Em 2001, a oferta passou a ser apenas de Ensino Médio Regular, denominando a habilitação como Formação Geral. Críticas, inconsistências, medo do futuro. A Formação Geral nada mais era que o antigo Científico, cujo conhecimento deveria ser global. Atenção maior para o currículo gerou interpretações diversas e contraditórias. A Educação continuava em alta: uma necessidade. O Colégio Polivalente não ficou para trás. Continuou firme na caminhada.
No ano de 2009, o Governo do Estado implanta a oferta de Ensino Médio com Intermediação Tecnológica, inicialmente intitulado EMC@MPO, numa parceria com a Prefeitura Municipal, cujo objetivo é pautado na valorização do indivíduo sem afastá-lo de sua residência. A transmissão de conhecimento seria via internet com a mediação de professores cedidos pelo município, assim como espaço: uma sala adaptada para esse fim, pela escola-mãe, em uma escola da rede municipal nos seus distritos. O CPMLFB é, então, responsável pelo anexo Banco de Areia, na assistência de material pedagógico, manutenção dos aparelhos e certificação para os estudantes do programa. A oferta foi renovada em 2011, quando mudou também a denominação do programa. EMITEC é o novo nome aplicado, cuja oferta é serial com carga horária similar ao Ensino Médio Regular.
Final de 2009, é publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia a implantação do Curso Técnico em Meio Ambiente no Colégio Polivalente Monsenhor Luiz Ferreira de Brito, com número de vagas e turnos de atendimento determinados. Novamente, a política educacional volta-se para o indivíduo que tem interesse diverso e busca o crescimento. A visão agora não é, isoladamente, a educação superior, mas o mundo do trabalho, cujas oportunidades exigem do indivíduo um conhecimento mais amplo e globalizado. Oportunidade para todos.
Essas alterações fizeram com que o porte do CPMLFB variasse pelo Especial, grande porte e, em 12/10/2011- médio porte, cuja determinação é embasada no número de estudantes registrado no Censo Escolar do ano anterior. As variações revelam o dinamismo da vida das pessoas: número de nascidos, interesse escolar, aprovação e repetência escolar nas unidades que antecipam o ensino fundamental.
A criação de laços sempre foi marca na história do Polivalente. Entre os docentes e os funcionários, a relação é amistosa, embora harmoniosa. O relacionamento escola-família sempre foi de boa qualidade, cujo envolvimento cresce à medida que a família participa da escola com efetividade. Entre os alunos, a alegria, o respeito e a solidariedade é presença vital no funcionamento da Unidade Escolar.
Registro parcial de Nadir Santana Carteado, referente em 2001.
Adaptação e complementação de Neilda Lima em 13/10/2011.
Fui estudante no Polivalente, foram momentos de glória naquela escola, tempo em que existia uma maior participação dos alunos nos grandes eventos culturais. Lembro-me de uma competição denominada de MARATONA CULTURAL, na qual participavam vários alunos para discernirem sobre vários assuntos da atualidade. A minha equipe, denominada de CAVALHEIROS SEM DESTINOS, fora a primeira vencedora do concurso, como recompensa cada membro ganhou um livro de VINICIUS DE MORAES - "PARA VIVER UM GRANDE AMOR" e uma medalha condecorativa. No meu livro "CIDADE PROSEADA", tem uma crônica dedicada aos dois colégios importantes de nossa cidade: Colégio Municipal Dr. João Paim e Escola Polivalente de São Sebastião do Passé - hoje, com merecimento, Escola Polivalente Monsenhor Luiz Ferreira de Brito.
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